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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), classificou como “sensacionalismo barato” a reportagem da revista Veja que expôs conversas suas com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras no Banco Master. A assessoria da presidência do Senado afirmou nesta quinta-feira (24) que as mensagens não indicam nenhuma ilegalidade e anunciou que vai processar a publicação para reparar danos e repor a verdade.

A reportagem da revista detalha que as mensagens foram encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro e revelam uma aproximação intensa entre o parlamentar e o empresário. Segundo o material divulgado, Alcolumbre se referia ao banqueiro como “irmão” e dizia estar disponível “a qualquer tempo, para qualquer coisa”, em trocas de mensagens ocorridas logo após sua reeleição para o comando do Senado em 1º de fevereiro de 2025.

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Nas conversas analisadas pela Polícia Federal, os registros mostram Vorcaro organizando eventos e repassando instruções detalhadas ao senador. Em um grupo de WhatsApp batizado de “Grupo Macallan”, datado de 26 de outubro de 2023, o ex-ministro das Comunicações Fábio Faria e o próprio banqueiro ironizaram a participação de Alcolumbre nas festas promovidas pelo empresário com convidadas estrangeiras.

Em nota oficial emitida para rebater o caso, a assessoria de Alcolumbre sustentou que o senador sabe exatamente de onde partiram as acusações e quais interesses estão por trás da ofensiva contra sua honra. “Não se intimidará diante de ataques, pressões ou tentativas de atingir sua trajetória pública”, diz o texto divulgado pelo gabinete da presidência do Senado.

O material publicado também traz trechos em que Vorcaro cobra o parlamentar sobre um personagem chamado de “nosso amigo”, ao que Alcolumbre responde com a frase “Estou em cima! Pressão!”. Os diálogos expostos não esclarecem a identidade da pessoa citada na conversa.

Diante da repercussão do caso nos bastidores de Brasília, a defesa do presidente do Congresso garantiu que irá até as últimas consequências dentro da lei para identificar e responsabilizar os autores do vazamento e da divulgação das conversas de teor pessoal.

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