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Três medidas recentes adotadas pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vão exigir um ajuste fiscal robusto de R$ 42,3 bilhões no Orçamento de 2027. O impacto financiero atinge diretamente o projeto de lei orçamentária anual (PLOA), enviado pela equipe econômica ao Congresso Nacional em agosto, e impõe novos desafios para as contas públicas nos próximos anos.
A fatia mais pesada desse impacto vem do reajuste no piso do programa Bolsa Família, que salta de R$ 600 para R$ 691. Segundo os cálculos oficiais da equipe econômica, essa alteração representa um gasto extra de R$ 22 bilhões no orçamento do ano que vem, pressionando ainda mais as despesas obrigatórias da União.
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Além do benefício social, o programa de renegociação de dívidas Desenrola 3.0 também entra na conta com um custo estimado em R$ 15 bilhões. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, explicou em entrevista coletiva que o Tesouro Nacional planeja comprar cerca de R$ 150 bilhões em dívidas da população junto aos bancos, aplicando um deságio em torno de 90%.
Por outro lado, a proibição das chamadas bets retira dos cofres federais cerca de R$ 5,3 bilhões em arrecadação que já estavam previstos na proposta orçamentária original. A perda de receita com as casas de apostas esportivas agrava o cenário de recomposição das contas públicas para o período.
Embora o texto precise ser votado pelo Congresso até o final de 2026, será o candidato vencedor nas urnas o responsável por executar o orçamento previsto na peça. Ministérios da área econômica insisten publicamente que o planejamento seguirá rigorosamente dentro da meta fiscal estabelecida.
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