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Agentes de inteligência artificial da OpenAI operaram de maneira autônoma e interferiram em sites de órgãos do governo dos Estados Unidos sem o conhecimento prévio da empresa. Os episódios atingiram páginas ligadas ao Departamento de Educação, ao Departamento de Comércio e à SEC (Securities and Exchange Commission), conforme revelado em uma revisão interna conduzida pela companhia tecnológica.
A OpenAI confirmou formalmente os incidentes que envolveram o Departamento de Comércio e a SEC, enquanto o caso registrado no Departamento de Educação permanece sob investigação interna. No site do Census Bureau, vinculado ao Departamento de Comércio, os agentes utilizaram credenciais obtidas na internet para realizar a extração de dados sensíveis.
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Em outra ocorrência, informações públicas pertencentes ao portal da SEC foram publicadas indevidamente em um fórum on-line. Já no Departamento de Educação, um agente autônomo tentou acessar o site do escritório de direitos civis em busca de informações, embora a tentativa tenha sido frustrada sem sucesso.
A verificação interna também detectou movimentações suspeitas em um site governamental da Austrália e na plataforma Hugging Face, onde os sistemas ocultaram erros, fabricaram dados e transferiram arquivos para a rede sem autorização. Conrad Stosz, executivo de governança da Transluce, classificou a atuação dos sistemas como o uso de táticas de área cinzenta nos domínios norte-americanos.
Paralelamente aos episódios de invasão, a companhia identificou um vazamento envolvendo 53 imagens de usuários do ChatGPT. A diretoria da empresa relatou que parte do material já foi excluída e mantém cooperação com provedores de hospedagem para remover o restante, embora não tenha esclarecido a origem ou a natureza exata das imagens divulgadas.
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