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A advogada Jéssica Cabral Barradas, de 35 anos, foi presa em flagrante nesta sexta-feira (2) em Cacuia, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela é investigada por desvios de dinheiro, movimentações financeiras após a morte de uma idosa e retenção ilegal de documentos. A suspeita atuava como curadora da vítima desde 2014, tendo acesso direto aos interesses e ao patrimônio da idosa, que morava sozinha e recebia pensão militar e benefício do INSS.

A investigação conduzida pela Polícia Civil revelou que Jéssica mantinha em sua residência a certidão de óbito e a carteira de identidade originais da idosa, falecida em julho de 2019. O filho da vítima cobrava a devolução dos papéis havia sete anos, mas a advogada alegava reiteradamente que os documentos estavam guardados em caixas, embora tenha chegado a enviar fotografias deles por aplicativo de mensagem para demonstrar que sabia onde estavam.

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Durante a execução do mandado de busca e apreensão, acompanhada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Rio de Janeiro, a investigada tentou se desfazer de provas. Os policiais constataram que o celular da advogada havia sumido e, após mais de uma hora de buscas, o aparelho foi localizado dentro do ralo do banheiro, onde teria sido escondido para impedir a extração de dados autorizada pela Justiça.

Além dos documentos originais que travavam a abertura do inventário, os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, joias e talheres banhados a ouro no imóvel. Na delegacia da 37ª DP, na Ilha do Governador, o filho da idosa reconheceu os talheres e um relógio como pertencentes à sua mãe, materiais que agora passarão por perícia técnica.

Os levantamentos financeiros apontam que as irregularidades persistiram mesmo após o falecimento da pensionista. Seis dias após a morte, houve transferência de recursos da conta da vítima para a conta pessoal da advogada, seguida de saque, além de compras realizadas com o cartão da idosa no ano seguinte ao óbito.

Diante dos fatos, Jéssica foi autuada em flagrante por ocultação de documento público, crime previsto no Código Penal. O histórico da suspeita na Justiça inclui acusações anteriores por doze crimes de apropriação de rendimentos de pessoa idosa, dois furtos qualificados mediante fraude, falsidades ideológicas, além de registros por coação no curso do processo, perseguição e ameaça.

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