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Dois acionistas do New York Times entraram com uma ação judicial contra a empresa controladora do jornal para questionar a imparcialidade e a supervisão de conteúdos com viés considerado anti-Israel. O processo foi protocolado na quarta-feira em um tribunal estadual de Nova York, localizado em Manhattan, marcando um embate direto entre investidores e a liderança de um dos maiores veículos de imprensa do mundo.
Os autores da medida são o State Board of Administration of Florida — fundo de pensão público administrado pelo Estado norte-americano — e o think tank National Center for Public Policy Research. Eles argumentam que a publicação falhou em informar os leitores com veracidade e deixou de emitir correções editoriais em tempo hábil sobre os fatos noticiados.
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A petição exige que um juiz determine ao conselho de administração do jornal a entrega de registros internos da empresa. A maioria dos documentos solicitados está relacionada diretamente à cobertura jornalística da guerra entre Israel e o Hamas, tema central das contestações judiciais apresentadas pelos investidores.
Um dos pilares sustentados no processo baseia-se nos relatos de uma ex-funcionária da redação que optou por não ter o nome divulgado. Conforme o documento judicial, ela levantou preocupações internas sobre episódios de antissemitismo e viés anti-Israel em seu setor por pelo menos 15 vezes, período que compreende desde 2019 até sua saída da empresa em março de 2026.
A ação também aponta que a repetição de afirmações consideradas factualmente falsas ou infundadas sustenta a inferência de que o conselho não apenas negligenciou os controles internos, mas também permitiu a aplicação seletiva dessas mesmas regras editoriais dentro da redação do veículo de comunicação norte-americano.
O fundo de pensão da Flórida atende servidores públicos aposentados e tem sua administração ligada a figuras políticas republicanas, como o governador Ron DeSantis e o procurador-geral James Uthmeier. Uthmeier utilizou uma rede social para criticar a postura da empresa diante dos questionamentos feitos pelos acionistas.
Em resposta oficial, o porta-voz do New York Times, Charlie Stadtlander, rejeitou veementemente as acusações e classificou a medida judicial como infundada. Segundo o representante do jornal, a iniciativa representa uma tentativa evidente de exercer pressão motivada por agendas específicas contra uma organização de imprensa independente e de inibir o jornalismo protegido pela Primeira Emenda.
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