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Cinquenta anos após sua chegada ao mercado brasileiro, o Fiat 147 continua despertando curiosidade e nostalgia. A CNN Brasil acelerou uma unidade do clássico compacto no Mega Space, localizado em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em uma verdadeira viagem no tempo pela história automotiva nacional.
Na segunda metade dos anos 70, o cenário automotivo do país ainda era dominado pelo Volkswagen Fusca entre os modelos populares. O 147 chegou para mudar essa realidade ao introduzir uma nova concepção de projeto, com desenho quadrado e inspiração italiana que priorizava o aproveitamento interno.
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O modelo trazia inovações mecânicas marcantes para a época, como o motor transversal que otimizava o espaço disponível e o estepe acomodado no compartimento dianteiro. Com dimensões compactas de 3,66 metros de comprimento e 2,22 metros de entre-eixos, o veículo conseguia acomodar cinco ocupantes e oferecia um porta-malas de 390 litros.
Ao volante, a experiência revelava um câmbio manual de quatro marchas, direção leve e um volante grande de aro fino. A condução rápida e intuitiva diferenciava-se dos padrões atuais, evidenciando a proposta original de simplicidade e eficiência urbana do automóvel.
Além do formato compacto, o veículo garantiu seu espaço na história da engenharia mundial. Em 1979, o Fiat 147 tornou-se o primeiro automóvel produzido em série no mundo equipado com motor a etanol, tecnologia que ganhou enorme relevância industrial e econômica no Brasil após anos de testes iniciados em 1976.
Durante a visita ao acervo da marca, foram encontradas unidades preservadas com quilometragens quase simbólicas, marcando apenas 219 km e 331 km em seus painéis. O modelo também gerou derivados importantes ao longo dos anos, como a picape e a perua Panorama, consolidando o legado do primogênito da montadora italiana no país.
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