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A maioria absoluta dos eleitores brasileiros, exatos 52%, manifesta apoio à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de proibir todas as apostas e jogos online no país. Os dados foram revelados por uma nova pesquisa realizada pelo PoderData em parceria com o Aya Bancah, divulgada neste final de semana.
Enquanto mais da metade da população aprova a medida drástica adotada pelo Palácio do Planalto, outros 31% dos entrevistados declaram desaprovação à iniciativa governamental. O levantamento também apontou que 18% dos participantes não souberam responder ou preferiram não opinar sobre o tema que tem dominado o debate político e econômico recente.
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A proibição total foi formalizada por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente em 25 de setembro, estabelecendo o encerramento imediato de plataformas de apostas esportivas e cassinos virtuais, como o conhecido “Jogo do Tigrinho”. O cronograma estabelecido pelo governo deu prazo até 5 de outubro para que os apostadores pudessem sacar os valores retidos nas contas, com a obrigatoriedade de todas as plataformas saírem do ar em 6 de outubro.
Para justificar a ofensiva contra o setor, o governo federal argumentou que o objetivo central é combater o endividamento acelerado das famílias brasileiras e os graves impactos causados à saúde pública e à economia doméstica. Dados apresentados pela administração federal indicam que os prejuízos e custos sociais relacionados aos jogos alcançam a marca de R$ 38,8 bilhões por ano no Brasil.
No entanto, a decisão gerou forte resistência e rápida reação no campo jurídico e empresarial. Associações representativas do setor, como a ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável), protocolaram ações no Supremo Tribunal Federal para tentar barrar a medida sob a alegação de inconstitucionalidade e prejuízos bilionários.
Enquanto o Congresso Nacional tem o prazo constitucional de até 120 dias para analisar e votar a matéria, o ministro Luiz Fux atua como relator das ações no STF e deve definir providências para blindar os clubes de futebol de eventuais colapsos financeiros decorrentes do fim dos patrocínios das empresas de apostas esportivas.
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