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Dos 54 senadores eleitos no primeiro turno do último domingo, 16 candidatos se autodeclararam pardos no registro oficial do Tribunal Superior Eleitoral, enquanto nenhum concorrente se declarou preto. O contingente de pardos eleitos representa 29,6% do total de cadeiras em disputa neste ciclo eleitoral.

Com este resultado obtido nas urnas, a representação negra total na Casa Alta atingirá 27,2% a partir de 2027, somando os novos parlamentares aos titulares que continuam com mandatos em curso conquistados no pleito de 2022.

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A exigência da autodeclaração racial para candidatos foi instituída por uma resolução do TSE em 2014, medida que permitiu à Justiça Eleitoral mapear estatísticas de raça e cor nos registros de candidaturas. Antes dessa normativa, o sistema não contava com mecanismos de identificação para candidatos negros.

O cenário atual repete uma tendência de baixa representatividade já observada na eleição passada. Na disputa de 2022, quando 27 vagas do Senado estavam em jogo, apenas seis foram ocupadas por pessoas autodeclaradas negras, fazendo com que pretos e pardos representassem 25% daquela legislatura.

A votação geral de 2026 mobilizou um eleitorado apto de 158.745.463 pessoas em todo o país para a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, concluindo a primeira etapa do pleito majoritário e proporcional.

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