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A decisão do PSOL de rejeitar uma federação partidária com o PT custou caro nas urnas e resultou na perda de sete cadeiras na Câmara dos Deputados. O contraste ficou evidente no estado de São Paulo, onde a federação PSOL/Rede obteve quase 3 milhões de votos para a Câmara, mas elegeu apenas seis parlamentares no último domingo.

Em contrapartida, a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, alcançou 2,7 milhões de votos no mesmo estado e garantiu 11 cadeiras. O cenário ilustra como uma união formal entre as siglas de esquerda teria gerado vantagens matemáticas decisivas para ampliar a bancada do Partido Socialismo e Liberdade.

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O revés eleitoral ocorreu principalmente devido à forte concentração de votos em poucas candidaturas, como Erika Hilton e Sâmia Bomfim. Como regra do Tribunal Superior Eleitoral, para evitar que puxadores de voto elegeram candidatos com votação inexpressiva, cada político precisava atingir 10% do quociente eleitoral, barreira que apenas seis nomes do partido superaram em solo paulista.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral e Partidário Alexandre Bissoli, o PSOL deixou de ocupar cerca de sete vagas porque os candidatos de final de chapa não alcançaram a cláusula de barreira individual. O especialista pontua que, em uma superfederação, os votos excedentes de nomes fortes teriam preenchido esses assentos.

Por outro lado, o cientista político Renato Dolci lembra que a recusa teve motivação institucional para preservar a autonomia da legenda. Em março, o Diretório Nacional do PSOL rejeitou a coligação com 47 votos contrários e apenas 15 favoráveis, recusando um compromisso nacional de quatro anos que limitaria a independência da sigla.

Enquanto a esquerda avalia os custos da desunião, a atual composição da Câmara para 2027 consolida uma maioria expressiva de direita e centro-direita. O bloco oposicionista liderado pelo PL já assegurou mais de 75% dos assentos, impondo aos partidos progressistas o desafio de atuar em bloco para barrar o desmonte de pautas sociais.

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