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Mauricio Pochettino, atual técnico da seleção dos Estados Unidos, escancarou sua revolta com a condenação do Manchester City por um painel independente que apontou 114 violações das regras financeiras da Premier League. Para o treinador argentino, o escândalo expõe um longo período de falta de transparência e de regras desiguais no futebol inglês.
O caso veio à tona após a confirmação de que o clube acumulou centenas de acusações por descumprimento do fair play financeiro ao longo de várias temporadas, enquanto o Manchester City sempre negou publicamente qualquer tipo de irregularidade em sua gestão econômica.
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Pochettino, que acumulou anos de experiência no comando do Tottenham Hotspur, não escondeu o rancor com a disparidade de tratamento entre os clubes da elite. O argentino lembrou que o seu antigo time passou dezoito meses sem realizar nenhuma contratação de peso justamente para arcar com os custos de construção do novo estádio.
“Fomos o único time na história da Premier League a passar 18 meses sem fazer uma contratação. Eles foram muito rígidos conosco, mas também muito permissivos com outros”, declarou o técnico a jornalistas, reforçando que o cenário atual causou danos irreparáveis à competição.
Nas palavras do comandante da seleção norte-americana, a situação chegou a um ponto em que a justiça esportiva simplesmente deixou de existir. Ele concluiu afirmando que, diante da gravidade das infrações comprovadas, o futebol inglês viveu anos sob um verdadeiro esquema de enganação.
As punições cogitadas contra o Manchester City incluem desde pesadas multas financeiras e perda expressiva de pontos na tabela até o rebaixamento direto para divisões inferiores, além de questionamentos sobre a legitimidade de títulos conquistados no período sob investigação.
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