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As empresas brasileiras poderão ser obrigadas a oferecer prevenção, acolhimento e encaminhamento para tratamento de funcionários que sofrem de jogo compulsivo. É o que estabelece um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional, que busca incluir o vício em apostas no certificado de saúde mental.
A proposta mira o avanço das bets e dos jogos online na vida dos trabalhadores, criando uma rede de apoio obrigatória no ambiente corporativo. Com a medida, o transtorno deixa de ser visto apenas como um problema individual e passa a exigir responsabilidade ativa dos empregadores.
O texto detalha que as companhias precisarão criar protocolos claros de identificação precoce do problema, além de garantir suporte médico e psicológico adequado para os empregados afetados. A articulação em torno do tema ganha força diante do impacto financeiro e social gerado pelo endividamento decorrente das apostas.
Especialistas apontam que a dependência de jogos tem lotado consultórios e destruído orçamentos familiares, o que justifica a intervenção legislativa nas relações de trabalho. A proposta agora segue em debate nas comissões temáticas da Casa, onde deve receber ajustes antes de ir a voto.
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