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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva endureceu o discurso contra o governo dos Estados Unidos e classificou como “inaceitáveis” as exigências feitas por Washington sobre a exploração de minerais críticos no Brasil. Ao sancionar a nova política nacional para o setor, o petista comparou a pressão norte-americana à colonização portuguesa.
“Não foi discutido e não será”, disparou o presidente sobre o documento da Casa Branca, que aborda o comércio de matérias-primas essenciais para a transição energética e faz menções ao processo eleitoral brasileiro. Segundo Lula, a comunicação sigilosa enviada pela gestão de Joe Biden está “ultrapassada” e fere a soberania nacional.
A comparação histórica com o período colonial reflete o incômodo do Palácio do Planalto com as contrapartidas exigidas pelos norte-americanos para firmar parcerias na área. Com a nova legislação sancionada, o governo federal busca atrair investimentos para a cadeia de lítio, nióbio e terras raras, mas sem se submeter a amarras externas. O Planalto insiste que o Brasil deve refinar esses insumos localmente em vez de ser apenas um exportador primário de minérios.
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