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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, elevando o piso do programa social de R$ 600 para R$ 691. O pagamento com o novo valor começa a cair na conta dos beneficiários já em outubro, com liberação prevista a partir do dia 19, exatamente entre o primeiro e o segundo turno da disputa presidencial. Essa é a primeira correção aplicada nos valores desde que o programa foi relançado, em março de 2023.
De acordo com o Ministério do Planejamento, o impacto financeiro da medida será de R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos ainda neste ano. Para 2027, a projeção de gastos salta para R$ 22,7 bilhões, elevando o orçamento total do programa de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões. O ministro Bruno Moretti garantiu que há margem nas contas públicas para bancar o aumento. “Tem espaço fiscal. Vamos divulgar no dia 24, nosso trabalho agora é de consolidação”, afirmou o titular da pasta, apontando que o combate a fraudes ajudou a viabilizar a medida.
A equipe econômica classificou o reajuste como uma reposição inflacionária acumulada desde o início do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão contrasta com a proposta de orçamento enviada ao Congresso em agosto, que não previa nenhum tipo de aumento nos repasses. Além do salto no valor mínimo pago por família, os adicionais por criança, gestante e jovem também foram reajustados pelo decreto governamental.
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