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A Faixa de Gaza completa três anos de uma devastadora guerra nesta quarta-feira (7), marcada por relatos de sobrevivência extrema entre os palestinos deslocados pela ofensiva militar israelense. O conflito foi desencadeado pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, que resultou na morte de 1.200 pessoas e no sequestro de 251 reféns, constituindo o dia mais mortal da história israelense.
Na Cidade de Gaza, moradores que perderam suas casas e fontes de renda descrevem o cotidiano atual como um cenário de ruínas e escassez generalizada. Shehada Hamad, uma palestina deslocada de Beit Hanoun, afirmou que os últimos três anos pareceram “um milhão de anos” e que não viu “um inferno pior nesta vida”.
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Segundo relatos de moradores locais coletados pela imprensa, a rotina diária envolve privações extremas de necessidades básicas. Akram Abu Jarad, de 60 anos, também natural de Beit Hanoun, relatou que passa horas esperando por água nas primeiras horas da manhã e que a população sobrevive sem condições dignas de habitação, dependendo de cozinhas comunitárias para se alimentar.
As operações militares de Israel, que combinaram intensos bombardeios e investidas terrestres, mataram mais de 74 mil pessoas em Gaza, de acordo com os dados fornecidos pelas autoridades de saúde locais. A destruição generalizada da infraestrutura civil também é atestada por novas imagens de satélite e coberturas jornalísticas no local.
Apesar do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em 10 de outubro de 2025 ter interrompido os confrontos de maior escala, os ataques israelenses continuam a ocorrer no enclave. Desde a assinatura da trégua, mais de 1.400 palestinos foram mortos, enquanto as Forças de Defesa de Israel registraram a morte de cinco soldados no mesmo período.
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