Espaço reservado para anúncio

Organizações de direitos humanos condenaram o uso excessivo da força em protestos de estudantes na França e exigiram que as autoridades reduzam imediatamente as tensões. A onda de manifestações começou no mês passado nos subúrbios de Paris, espalhou-se por todo o país e já é considerada a maior mobilização estudantil em décadas, impulsionada por cobranças de mais recursos para a educação e melhores condições nas escolas.

A Comissão Consultiva Nacional de Direitos Humanos da França (CNCDH) destacou que a gestão de protestos de alunos do ensino médio exige moderação, escuta e respeito rigoroso às liberdades fundamentais. O órgão alertou contra qualquer tentativa de equiparar todo o movimento estudantil às violências ilegítimas cometidas à margem das manifestações para justificar uma repressão exacerbada.

Espaço reservado para anúncio

Em nota oficial, a CNCDH expressou grande preocupação com o caráter desproporcional de intervenções policiais e de procedimentos judiciais direcionados contra os jovens. A entidade apontou que o governo respondeu à mobilização com a polícia de choque, resultando em registros de jovens gravemente feridos em meio aos confrontos.

Na mesma linha de cobrança, a Anistia Internacional apelou para que o governo reduza as tensões antes de novos atos previstos para esta terça-feira (6). A presidente da Anistia Internacional França, Anne Savinel-Barras, criticou duramente a atuação das forças de segurança durante os atos recentes.

Segundo Anne Savinel-Barras, crianças e jovens que reivindicam pacificamente o direito à educação devem ser protegidos, e não espancados, atingidos por gás lacrimogêneo ou detidos arbitrariamente. Imagens e depoimentos divulgados na última semana levantam preocupações alarmantes sobre o uso perigoso de gás lacrimogêneo, cassetetes, técnicas de contenção, granadas lançadas de maneira imprudente e disparos de balas de borracha pela polícia.

Espaço reservado para anúncio