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Clubes da Série A do Campeonato Brasileiro iniciaram uma forte ofensiva contra a intenção do governo federal de restringir ou proibir a atuação das casas de apostas esportivas, as chamadas “bets”, no país. Os times estimam um prejuízo anual de R$ 1 bilhão caso as medidas proibitivas entrem em vigor. Atualmente, 13 dos 20 clubes que disputam a elite do futebol nacional possuem contratos ativos de patrocínio com essas marcas.

Em manifesto conjunto que uniu equipes de São Paulo, Rio de Janeiro e de outros estados, os dirigentes classificaram uma eventual proibição como o “fim do futebol brasileiro” e um “golpe fatal” nas finanças do esporte. O grupo argumenta que as receitas geradas pelas bets tornaram-se fundamentais para a manutenção da competitividade dos elencos e para a saúde financeira das associações, que hoje dependem diretamente desses recursos privados para fechar as contas.

A reação do setor esportivo ocorre no momento em que o governo estuda endurecer as regras para o mercado de jogos online e apostas. Além do cerco regulatório, o Ministério da Fazenda avalia limitar a publicidade de marcas de apostas em camisas de times e em transmissões de partidas. Os clubes, no entanto, defendem que a solução ideal é uma regulamentação equilibrada em vez do veto total, alegando que o banimento empurraria o mercado para a ilegalidade e asfixiaria o orçamento do esporte no país.

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