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O Brasil conta com menos de 50 especialistas capacitados para realizar a separação de terras-raras, segundo um alerta recente da Agência Nacional de Mineração (ANM). A escassez alarmante de mão de obra altamente qualificada surge justamente após a sanção de novas políticas para o setor, escancarando um gargalo crítico para o avanço tecnológico e industrial do país nas cadeias globais de minerais críticos.
Enquanto o governo federal tenta posicionar o Brasil como um player estratégico no fornecimento desses insumos essenciais para a transição energética e fabricação de alta tecnologia, a realidade técnica impõe barreiras severas. A etapa de separação dos elementos químicos que compõem as terras-raras exige um domínio técnico complexo e refinado, dominado por pouquíssimos profissionais no território nacional.
Especialistas apontam que a dependência de tecnologia estrangeira e a falta de investimentos estruturados na formação acadêmica e técnica ao longo das últimas décadas explicam o cenário atual. Sem engenheiros e químicos especializados em número suficiente, o país corre o risco de exportar matéria-prima bruta e importar produtos finalizados com alto valor agregado, perdendo a oportunidade histórica de desenvolver uma cadeia produtiva completa.
A ANM destaca que o avanço regulatório e a criação de marcos legais modernos representam passos importantes, mas que precisam vir acompanhados de investimentos pesados em capacitação profissional e infraestrutura laboratorial. Caso contrário, as novas políticas correm o risco de esbarrar na incapacidade operacional do próprio mercado brasileiro em processar o minério extraído.
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